Pessoas de fibra!

18 de janeiro de 2013

Ela seria capaz de se afogar em qualquer paixão, em qualquer desejo, em qualquer desafio, respirava todas as coisas como se elas fossem o ar que ela tanto necessitava para encher os pulmões. Ela poderia mergulhar de cabeça naquilo que ela pegasse para fazer, naquilo que ela desejasse lutar, vencer, desafiar…mas o corpo..Ah esse corpo tão junto e separado da alma…

Ninguém a julgava capaz, capaz de dar braçadas, de nadar contra a correnteza, lutar pela conquista de um espaço, conquista de uma medalha, de sua liberdade, sua auto-estima. Uma medalha já carrega o peso da conquista, mas para ela apenas competir, conseguir chegar a uma competição de natação já era uma de suas maiores vitórias, realmente, uma conquista!

Essa menina, igual a tantas outras meninas, possuía uma deficiência física e para fazer natação teve que nadar contra todos que não confiaram nela, contra todos que disseram que ela não seria capaz… mas o médico aconselhava: “é bom ela fazer alguma atividade física…”Foi então que os pais dela finalmente venceram a barreira do medo e a matricularam em aulas de natação.

A água a fazia sentir-se mais leve, seus movimentos ficam mais fáceis, a água relaxava era como se seu corpo pudesse flutuar, seus movimentos acompanhavam a água e ela se sentia mais auto-confiante, pronta para mergulhar em qualquer desafio, pronta para superar qualquer pessoa que dissesse que ela não seria capaz de nadar.

A natação possui seu valor social e possibilita o processo de reabilitação, o corpo se torna mais forte e diminui o grau de complicação de diversas deficiências. Nadar muitas vezes significa mais do que apenas movimenta o corpo, deixá-lo mais bonito. Natação pode significar superação, conseguir movimentar-se livremente e transpor barreiras que sequer deveriam existir! E essa menina aprendeu isso nadando, livremente!