Pegada hídrica, abrace essa ideia

20 de maio de 2016
Pegada hídrica, abrace essa ideia

Desde que o Outono chegou ao Brasil, foi observado que as chuvas também vieram com a estação, o que foi um bom sinal. Do ano passado para cá, muitas coisas mudaram, 2014 foi um ano de crise hídrica seriíssima que mobilizou toda a população. Velhos hábitos tiveram que ser repensados, além de novas soluções para que esse quadro não se repita mais. É preciso que todos tenham uma nova postura em relação ao consumo de água!

Quando dizem que é preciso economizar os recursos hídricos em um planeta que é constituído por 75% de água, parece um papo de “ecochato”, só que não é bem assim. A Organização das Nações Unidas (ONU) já alertou que se não houver mudanças de hábitos até 2030, metade da população global terá problemas no abastecimento de água e os que já sofrem com essa situação, terão problemas ainda maiores.

A questão começa na própria rede de distribuição, que possui falhas e vazamentos, e desperdiça mais de 40% do total de água coletada. Do caminho percorrido até as residências, o problema só se agrava.

Economizar água é uma necessidade urgente para todos e ela se revela numa preocupação maior em relação ao consumo e à pegada hídrica, uma forma de refletir sobre o próprio consumo e na gestão de recursos hídricos. Você sabia que para produzir um quilo de chocolate utiliza-se 24 mil litros de água? Ou que a produção de um quilo de carne acaba com 15 mil litros de água? Os números impressionam e vão além da nossa concepção de desperdício no consumo residencial, é uma questão também da indústria.

Uma questão de gestão pública e doméstica

Os governos devem se desprender de políticas arcaicas e começar a investir em saneamento básico, como tratamento de esgoto, por exemplo. A forma como se trata os recursos é equivocada, não se contempla o ciclo inteiro, retornando o problema logo lá para frente. Há uma necessidade de mais mobilização em torno do tema que se estende à população.

O que fazer em casa? Certamente essa pergunta é que ecoa dentro das residências, e algumas atitudes podem fazer a diferença, além de ajudar a economizar nas despesas do fim do mês.

Atenção ao bom funcionamento hidráulico da casa, vazamentos são responsáveis por litros de água tratada – ou seja, limpa – que vão diretamente para o esgoto e levam junto seu dinheiro no fim do mês. Só para ilustrar essa questão, um buraquinho de 2mm gasta o equivalente a 96 mil litros de água por mês. Fique atento aos marcadores de água, eles te mostrarão se tem vazamento ou não.

Outro exemplo de desperdício é o pinga-pinga das torneiras. Ao longo de um ano, essas gotinhas podem representar R$ 1.200,00 jogados fora, dá para fazer muita coisa com esse dinheiro, não é mesmo?

Ao escovar os dentes, use o mínimo de água: feche a torneira ao iniciar a escovação e dê preferência ao uso de copos. No banho, ensaboe-se primeiro e depois fique debaixo do chuveiro. Dê preferência a varrer as calçadas ao invés de jogar água, o mundo agradece.

A consciência e a informação são as armas para um mundo mais desenvolvido, amigo do meio ambiente e com água. Pense nisso!