Mergulhar numa piscina é um dos mais prazerosos momentos de lazer e traz uma satisfação indescritível! Mas, para manter a piscina com a água sempre limpa, transparente e segura para uso são necessários alguns cuidados na manutenção.

Siga nossas orientações e aproveite melhor sua Henrimar.

O tratamento correto deixa sua piscina com as melhores condições de limpeza, evita a proliferação de algas, bactérias e micro-organismos causadores de doenças, além de eliminar odores e remover materiais orgânicos e inorgânicos que contaminam a água.

TRATAMENTO QUÍMICO

Tratamento químico é aquele em que produtos químicos específicos são utilizados para limpeza e desinfecção da água da piscina. Quando utilizados da maneira correta, cloro orgânico, algicidas e clarificantes resultam na sanitização e desinfecção, e também são utilizados para combater algas e manter a água da piscina cristalina.

O controle de pH também é um fator muito importante para obtermos o equilíbrio da água. Para um perfeito tratamento, é necessário saber o volume de água de sua piscina, levando em consideração sua largura, comprimento e profundidade, ou nas piscinas redondas, diâmetro e profundidade. No site da Henrimar, você encontra o volume de água de cada um de nossos modelos de piscina de fibra.

Os produtos químicos possuem características próprias. Uns são ácidos, outros alcalinos, podem ser venenosos, explosivos, tóxicos, nocivos e corrosivos. Alguns podem liberar muito calor ao serem misturados com água e ou vapores prejudiciais que, quando em contato com olhos, pele, mucosas ou aparelho respiratório, podem irritá-los. Ainda, se descartados de manira indevida, podem contaminar solo e águas subterrâneas.

Por isso, antes de manusear os produtos químicos, leia todas as informações sobre suas características e aplicações, siga cuidadosamente as instruções do fabricante, execute-as tão fielmente quanto possível para aplicação dos produtos. E faça a aplicação sempre individualmente. A mistura de produtos pode originar reações químicas entre eles, com consequências imprevistas, portanto nunca misture produtos diferentes e aplique sempre um tratamento de cada vez.

Observe as condições de segurança indicadas pelo fabricante e não se esqueça de utilizar equipamentos de proteção adequados, quando o rótulo do produto assim indicar. Leia e compreenda as instruções contidas em cada produto antes de utilizá-lo.

Para efetuar a preparação de produtos químicos, esteja em local arejado, mas ao abrigo do vento ou correntes de ar. Se não for possível, vire suas costas para o lado da origem do vento. Desta maneira, se vapores forem produzidos durante a mistura, eles serão soprados para longe de você, evitando que você os respire.

Nunca junte água a um produto, nesta ordem. Sempre adicione o produto à água (água em primeiro lugar e o produto depois).

Depois da preparação, feche bem as embalagens e guarde-as em local arejado, limpo e seco, fora do alcance de crianças ou animais e longe do fogo.

Cada produto tem sua função na limpeza e manutenção da piscina. Confira para que serve cada um deles:

– Cloro Orgânico: Desinfetante e sanitizante.

– Clarificante: Decantador e de clareador da água da piscina, deixando-a límpida e transparente.

– Algicida: Combate e prevenção das algas na piscina.

– Elevador de pH ou pH+: Eleva o pH da água.

– Redutor de pH ou pH-: Reduz o pH da água.

– Oxidante: Elimina matéria orgânica e restaura o brilho da água.

MEDIR E AJUSTAR O pH

O pH é a medida de acidez ou basicidade da água. O pH das águas de piscinas deve estar situado entre 7,2 e 7,6.

Em pH menor que 7 a água se torna ácida e passa a ser irritante aos olhos e mucosas, além de provocar o aumento da corrosão, em função da maior presença de gás carbônico.

Em pH acima de 8,3 se inicia o processo de transformação de bicarbonatos de cálcio em carbonatos de cálcio, o que confere turbidez à água e provoca processos de incrustações.

O pH interfere no processo de desinfecção dos derivados clorados.

Para medir o pH de sua piscina, utilize um kit de teste por reagentes no mínimo duas vezes por semana.

– Se o pH estiver acima de 7,6, utilizar redutor de pH.

– Se o pH estiver abaixo de 7,0, utilizar elevador de pH.

ALCALINIDADE DA ÁGUA

Entre as impurezas encontradas na água, existem aquelas que são capazes de reagir com ácidos, podendo neutralizar certa quantidade desses reagentes. Essas impurezas conferem à água a característica de alcalinidade que é a sua capacidade quantitativa de neutralizar um ácido forte até um determinado pH. A alcalinidade se dá, principalmente, pela presença de bicarbonatos, carbonatos e hidróxidos.

Mesmo a água com pH inferior a 7,0, em geral apresenta alcalinidade, pois normalmente contém bicarbonatos.

• Valores de pH acima de 9,4: hidróxidos e carbonatos (alcalinidade cáustica);

• Valores de pH entre 8,3 e 9,4: carbonatos e bicarbonatos;

• Valores de pH entre 4,4 e 8,3: apenas bicarbonatos.

COMO MEDIR E AJUSTAR A ALCALINIDADE

A medição de alcalinidade deve ser feita com o auxílio dos estojos de testes específicos para alcalinidade, pelo menos uma vez a cada 2 semanas. O ajuste precisa ser feito, dependendo do resultado aferido na medição. Confira como fazer:

• Primeiramente, lave o estojo a ser utilizado com a própria água da piscina;

• Em seguida, colete a água a aproximadamente 30 cm de profundidade;

• Deixe a água coletada na marca indicada no tubo (25 ml) e adicione 5 gotas da Solução 2, agitando o tubo;

• Adicione gotas da Solução 1, contando uma a uma e agitando o tubo até se obter uma coloração rosada ou amarelada;

• Verifique na tabela contida no estojo de acordo com o número de gotas colocadas, a quantidade do produto “PH estável” a ser utilizado por 1.000 litros de água.

• 16 gotas ou mais: adicione Redutor de pH para reduzir a alcalinidade.

DICAS GERAIS IMPORTANTES SOBRE TRATAMENTO QUÍMICO

Piscinas com alta frequência de uso (tais como piscinas de clubes e escolas de natação) devem ser tratadas de forma diferenciada, não só no que se refere à escolha do cloro, como também na forma e dosagem com que estes produtos serão aplicados.

Piscinas expostas a quaisquer condições climáticas que estejam mais intensas estão sujeitas a contaminação devido a chuvas, insetos e poeira. Além disso, sob a ação do sol, o cloro comum utilizado para desinfetar e sanitizar a água, se perde por degradação.

Esta perda de proteção aliada a chuvas podem acarretar variações bruscas na qualidade da água. Por este motivo, piscinas ao ar livre devem utilizar cloro não suscetível à degradação por raios solares ou receber aplicação ao final da tarde, quando passará por um período sem influência solar.

Piscinas aquecidas também devem ser tratadas de forma diferenciada daquelas sem aquecimento por favorecerem a proliferação de micro-organismos causadores de doenças, além de aumentar a produção de suor dos banhistas, elevando a carga de matéria orgânica na água.

Na maior parte dos casos, estes problemas são evitados mantendo-se:

• O pH entre 7,2 e os 7,6;

• O cloro entre 1 e 3 ppm;

• A filtração durante tempo suficiente.

PROBLEMAS COMUNS E COMO SOLUCIONÁ-LOS

• Água turva

Causa: Filtração insuficiente; partículas em suspensão; resíduos de sulfato de alumínio na água.

Solução:

1) Retrolave o filtro e aplique o clarificante na água.

2) Filtre por 24 horas e retrolave o filtro (repita

se necessário).

3) Evite o uso de sulfato de alumínio em sua piscina.

• Água verde

Causa: Desenvolvimento de algas, devido à insuficiência de cloro ou alcalinidade baixa.

Solução:

1) Ajuste a alcalinidade e deixe entre 180 a 220 ppm.

2) Aplicar Algicida de Choque, esfregar as paredes no dia seguinte.

3) Aplicar Clarificante.

4) Aplicar Cloro Orgânico mantendo o residual entre 1 e 3 ppm.

• Irritação dos olhos, pele ou forte cheiro de cloro

Causa: PH inferior a 7,2 ou excesso de substâncias orgânicas na água, como bronzeadores, suor, urina, etc.

Solução:

1) Ajuste o pH.

2) Mantenha o residual de cloro livre entre 1 e 3 ppm.

• Gordura na superfície da água

Causa: Bronzeadores e/ou fuligem.

Solução:

1) Oxidação de Choque e limpeza das bordas com limpa bordas.

• Espuma na água

Causa: Acúmulo de material orgânico devido à falta de cloro; excesso de algicida a base de quaternário de amônia; uso de limpa bordas de alta espumação.

Solução:

1) Oxidação de choque.

2) Manter o residual de cloro ente 1 e 3 ppm.

• Presença de animais e/ou insetos mortos na água

Solução: Cloração de choque imediata.

• Ausência frequente de residual de cloro

Causa: Piscina não estabilizada exposta ao sol perde seu residual de cloro rapidamente pela ação da luz

UV.

Solução: Aumentar a quantidade de cloro para manter o residual entre 1 e 3 ppm.

Obs.: As dosagens dos produtos para tratamento da água devem ser usadas conforme recomendação do fabricante.

PRODUTOQUANTIDADEFREQUÊNCIA
DICLORO ORGÂNICO5 g para cada 1.000 l de águaDia sim / Dia não
CLARIFICANTE5 a 6 ml para cada 1.000 l de água1 vez por semana
ALGICIDA5 a 6 ml para cada 1.000 l de água1 vez por semana
ELEVADOR DE PH5 a 6 g para cada 1.000 l de águaQuando o PH estiver abaixo de 7,2
REDUTOR DE PH8 a 12 ml para cada 1.000 l de águaQuando o PH estiver acima de 7,6
OXIDANTE15 g para cada 1.000 l de água1 vez por semana

MANUSEIO DO FILTRO

A capacidade de filtração.

A capacidade da unidade de filtração de uma piscina determina o tempo que a bomba do filtro terá que funcionar para filtrar toda a água. Por norma, todo o volume de água de uma piscina deve ser filtrado pelo menos uma vez por dia, ou seja, a bomba deverá ter capacidade para efetuar a filtração desse volume em cerca de 6 a 8 horas, normalmente no período da noite.

ModeloRecirculação (em horas)
Monofásico 110v/220vPotência681012
Bomba com Pré-FiltroVolume máximo da piscina em m³
HM-BPF 281/4 cv16,822,428,033,6
HM-BPF 351/3 cv25,233,642,050,4
HM-BPF 451/2 cv42,056,070,084,0
HM-BPF 553/4 cv60,080,0100,0120,0
HM-BPF 651 cv76,2101,6127,0152,4

OPERAÇÕES DO EQUIPAMENTO FILTRANTE

01 – ASPIRAR FILTRANDO
COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO FILTRAR.

Quando a piscina apresentar pouca sujeira não há a necessidade de drenar, então temos que aspirar filtrando.

• Abrir o registro de aspiração;

• Abrir o registro do retorno;

• Fechar os demais.

02 – ASPIRAR DRENANDO

COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO DRENAR.

Esta operação é usada quando necessitamos “baixar” a água da piscina ou em situações em que se depositam pequenas partículas no fundo da piscina, que o filtro não consegue reter.

• Abrir o registro de aspiração;

• Abrir o registro de esgoto;

• Fechar os demais.

03 – LAVAR A AREIA DO FILTRO POR 1 MINUTO (aprox.)

O visor mostra, na medida em que o meio filtrante vai sendo lavado, a diminuição da turbidez da água. Recomendamos lavar a areia antes da 1ª utilização do filtro.

• Abrir o registro do ralo de fundo (dreno);

• Abrir o registro de esgoto;

• Fechar os demais.

04 – FILTRAR ÁGUA DA PISCINA

COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO FILTRAR.

• Abrir o registro do ralo de fundo (dreno);

• Abrir o registro do retorno;

• Fechar os demais.

05 – SKIMMER

COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO FILTRAR.

Esta operação é usada para a remoção de resíduos sólidos flutuantes (folhas, insetos e etc.).

• Abrir o registro do retorno;

• Abrir o registro do skimmer;

• Fechar os demais.

06 – RECIRCULAR (MISTURAR PRODUTOS NA ÁGUA)

COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO RECIRCULAR.

É executada para deixar homogênea a mistura dos produtos químicos no tratamento da água.

• Abrir o registro do ralo de fundo (dreno);

• Abrir o registro do retorno;

• Fechar os demais.

07 – CASCATA

COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO FILTRAR.

• Abrir o registro da cascata;

• Abrir o registro do ralo de fundo (dreno);

• Fechar os demais.

08 – PRÉ FILTRAR

COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO PRÉ FILTRAR.

Esta operação é executada após a operação retrolavar/lavar e antes da operação filtrar, para impedir que as impurezas

retornem a piscina.

• Abrir o registro do ralo de fundo (dreno);

• Abrir o registro do retorno;

• Abrir o registro de esgoto;

• Fechar os demais.

09 – DRENAR (ESVAZIAR A PISCINA)

COLOCAR A ALAVANCA DO FILTRO NA POSIÇÃO DRENAR.

• Abrir o registro do ralo de fundo (dreno);

• Abrir o registro de esgoto;

• Fechar os demais.

10 – LIMPEZA DO CESTO DO PRÉ-FILTRO (TAMPA TRANSPARENTE DO MOTOR)

Repetir esta operação sempre após a operação de aspirar drenando.

• Com o motor desligado, fechar todos os registros;

• Colocar a alavanca na posição fechar;

• Retirar o cesto do pré-filtro;

• Fazer a limpeza lavando e retirando todos os resíduos acumulados;

• Recolocar o cesto, apertar bem a tampa e executar a 3ª operação.

CUIDADO:

I) Nas operações: ASPIRAR DRENANDO e ASPIRAR FILTRANDO, após o posicionamento correto dos registros e da alavanca do filtro para a operação a ser executada, você deverá SEMPRE ligar o motor ANTES de conectar a mangueira no dispositivo de aspiração.

Obs.: Quando for conectá-la, espere até que esteja completamente cheia de água. Este cuidado, embora pareça simples, evita vários problemas e prolonga a vida útil do motor.

II) Nunca esvazie a piscina antes de completar 1 ano de instalação.

III) Problemas na estrutura da piscina (trincas, deformações, etc.) causados por infiltrações decorrentes de instalação incorreta do contrapiso, não terão cobertura da garantia.

LEMBRE-SE: SUA PISCINA SÓ ESTARÁ COMPLETAMENTE PROTEGIDA DE INFILTRAÇÕES APÓS A INSTALAÇÃO DO CONTRAPISO E DO PISO DE ACABAMENTO.

Por este motivo, não é aconselhável usá-la no contrapiso, ou seja, sem o acabamento (pedras, piso).

IV) Nunca deixar o motor funcionando com a tampa da casa de máquinas completamente fechada.

V) É obrigação do cliente (está previsto no contrato) disponibilizar próximo a casa de máquinas, ponto de energia elétrica adequada para o perfeito funcionamento da motobomba (motor) do filtro.

Alertamos que problemas causados no motor ou na piscina:

1º) Pelo não cumprimento do item V (usar extensão, ligar em rede elétrica com oscilação de energia ou fiação inadequada);

2º) Por manusear de forma incorreta o equipamento filtrante;

3º) Pelo não cumprimento dos itens II, III e IV, serão facilmente identificados pelo fabricante e, portanto, não cobertos pela garantia, correndo os custos das peças de reposição e/ou da mão de obra para o conserto, por conta do consumidor final.

Em caso de dúvida, pergunte ao instalador.