Caipirinha – a bebida genuinamente brasileira

4 de março de 2016
Caipirinha – a bebida genuinamente brasileira

Uma bebida com gostinho de Brasil que agrada a todos e vai bem numa tarde de churrasco à beira da piscina. Com base de limão, essa bebida tem como componente a cachaça ou pinga, que fazem uma combinação que dá gosto.

Para começar, tem-se que entender a sutil diferença entre pinga, cachaça e água ardente. E também desmitificar que cachaça é bebida ruim, indigna de habitar uma adega, por exemplo. Essa fama advém das parentes de baixa qualidade, que fazem jus à fama.

Toda cachaça é água ardente mas nem toda água ardente é cachaça. Confuso? Não. É que a água ardente é qualquer bebida obtida a partir da fermentação de vegetais doces, enquanto a cachaça é água ardente da cana-de-açúcar. Elas possuem graduação alcoólica entre 38% a 54%, garantidas pela legislação brasileira, porque cachaça é coisa séria. Já a pinga é o nome popular da cachaça, que talvez tenha surgido com os escravos nos antigos engenhos, eles deram esse apelido à cachaça pelo fato de que quando era fervido o caldo de cana-de-açúcar, o vapor condensava no teto e pingava sobre eles.

Que todo brasileiro tem uma quedinha pela caipirinha, isso é um fato. E uma boa caipirinha é feita de cachaça. A sua história, assim como outros componentes da cultura brasileira, veio da influência dos escravos. Embora não saibam exatamente como surgiu, por ter sido algo realizado pelos negros, a história da coquetelaria nacional supõe que essa mistura surgiu no intuito de curar algum escravo da gripe. Virou um drink quando alguém teve a brilhante ideia de acrescentar gelo à mistura.

Para fazer em sua casa uma boa caipirinha, você irá precisar de um copo de 300 ml, limão, cachaça, açúcar, gelo e um macerador. Primeiramente, pegue os limões e corte ao meio, retirando a parte branca que separa os gomos, se preferir. No copo, coloque os limões cortados e duas colheres de açúcar, em seguida, macere com o macerador ou pilão até que o suco do limão tenha dissolvido o açúcar. Acrescente gelo triturado, complete com cachaça e está pronto seu drink.

Uma bebida tão democrática como a cachaça segue com muito preconceito. Da mesma forma que há alguns anos no México a Tequila não era bem quista pelos próprios mexicanos. Com a entrada dos muchachos em solo americano, houve uma ruptura do que era cultura mexicana e se apropriaram de valores que não eram deles. Hoje esse quadro mudou e a Tequila agrada a vários paladares pelo mundo. Assim, tem ocorrido mundialmente também com a cachaça e a caipirinha!