Vegetariano ou vegano: qual é mesmo a diferença?

O vegetarianismo e o veganismo têm ganhado um espaço maior nesses últimos tempos, com a divulgação desse estilo de vida, por meio da Internet, sobretudo com as redes sociais. Com a discussão, chega-se à dúvida: quais são as diferenças entre eles? Mesmo com algumas semelhanças, essas duas correntes possuem as suas especificações, e hoje iremos explicar um pouco sobre eles.

São consideradas vegetarianas as pessoas que eliminam de sua alimentação o consumo de carne, motivadas por várias razões, entre elas, a busca por uma vida mais saudável. Agora, os veganos praticam a linha de pensamento além da alimentação, aplicam esse tipo de ideologia em todas as ações da vida, como não utilizar vestuário de origem animal (sapato de couro ou lã e cosméticos testados em animais). Segundo a The Vegan Society, o vegano “busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade animal.”

Vegetarianismo

A Associação Vegetariana Brasileira descreve que o vegetarianismo é o regime alimentar regido pela exclusão de todos os tipos de carne e há uma classificação dentro dessa escolha de alimentação: Ovolactovegetarianismo: utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação. Lactovegetarianismo: utiliza leite e laticínios na sua alimentação. Ovovegetarianismo: utiliza ovos na sua alimentação. Vegetarianismo estrito: não utiliza nenhum produto de origem animal na sua alimentação.

Os motivos que levam essas pessoas a abandonarem o consumo de carne giram em torno de vários conceitos, como a ética em prol da proteção dos animais, visto que, a criação para abate gera crueldade a seres vivos cognitivos que sentem dor. Outra frente é a busca de uma vida mais saudável, que implica no abandono do consumo de carne pelas várias pesquisas que apontam ligação direta com doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de cânceres.

O meio ambiente também é foco desse tipo de dieta, isso porque a criação de gado e aves fomenta motivações para o desmatamento e o desperdício de água. A relação econômica também ganha peso nessa discussão, visto que a atividade pecuária, além de degradar o meio ambiente, contribui para o aumento do desperdício de alimentos, principalmente com a demanda de fome em crescimento. As proporções deixam mais visíveis a desigualdade que a indústria pecuarista gera, para produzir 1kg de carne são utilizados 2 kg de alimento vegetal, além de contribuírem para a monocultura, causando danos ao solo, por exemplo.

Para quem não quer abandonar o bom e velho churrasco, há uma campanha chamada Segunda Sem Carne, que promove o consumo consciente desse tipo de alimento, excluindo-o do cardápio todas as segundas-feiras. Um movimento bem bacana que não requer muito esforço. Bom para você e para o ambiente.

Veganismo

Como dito acima, o vegano não realiza em nenhum âmbito o consumo de qualquer produto de origem animal. Muitas pessoas os vêem como extremistas, ao ponto que, associam-nos a algo místico. O veganismo luta pela libertação dos animais em todas as frentes possíveis, que incluem mercado, alimentação, trabalho forçado e entretenimento. A libertação é do consumo desenfreado e não pensado. Além de não consumir produtos em couro ou lã, cosméticos testados em animais, no ponto de vista da alimentação, a dieta seguida pelos veganos é o vegetarismo restrito.

Por ser restrito, logo chegam as questões sobre o consumo de proteína. O Ministério da Saúde do Brasil já reconheceu o vegetarismo como uma forma saudável e completa de alimentação. Porque ele oferece todos os aminoácidos essenciais para a produção de proteína dentro do corpo humano por meio dos vegetais.

Os comentários estão fechados.