Pessoas de fibra!

Ela seria capaz de se afogar em qualquer paixão, em qualquer desejo, em qualquer desafio, respirava todas as coisas como se elas fossem o ar que ela tanto necessitava para encher os pulmões. Ela poderia mergulhar de cabeça naquilo que ela pegasse para fazer, naquilo que ela desejasse lutar, vencer, desafiar…mas o corpo..Ah esse corpo tão junto e separado da alma…

Ninguém a julgava capaz, capaz de dar braçadas, de nadar contra a correnteza, lutar pela conquista de um espaço, conquista de uma medalha, de sua liberdade, sua auto-estima. Uma medalha já carrega o peso da conquista, mas para ela apenas competir, conseguir chegar a uma competição de natação já era uma de suas maiores vitórias, realmente, uma conquista!

Essa menina, igual a tantas outras meninas, possuía uma deficiência física e para fazer natação teve que nadar contra todos que não confiaram nela, contra todos que disseram que ela não seria capaz… mas o médico aconselhava: “é bom ela fazer alguma atividade física…”Foi então que os pais dela finalmente venceram a barreira do medo e a matricularam em aulas de natação.

A água a fazia sentir-se mais leve, seus movimentos ficam mais fáceis, a água relaxava era como se seu corpo pudesse flutuar, seus movimentos acompanhavam a água e ela se sentia mais auto-confiante, pronta para mergulhar em qualquer desafio, pronta para superar qualquer pessoa que dissesse que ela não seria capaz de nadar.

A natação possui seu valor social e possibilita o processo de reabilitação, o corpo se torna mais forte e diminui o grau de complicação de diversas deficiências. Nadar muitas vezes significa mais do que apenas movimenta o corpo, deixá-lo mais bonito. Natação pode significar superação, conseguir movimentar-se livremente e transpor barreiras que sequer deveriam existir! E essa menina aprendeu isso nadando, livremente!

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