Mãe d’água, a sereia de nosso folclore

Todo mundo tem mãe, dizem que até a água tem. Para o folclore ou contos mitológicos a mãe d’água é quem reina nos rios e mares. O folclore brasileiro aponta a sereia Iara ou Uiara, que significa senhora das águas como a mãe d’água.

Iara, de acordo, com o folclore brasileiro, é uma bela sereia que vive no rio Amazonas. Os contos descrevem esta sereia com pele morena, cabelos longos, negros e olhos castanhos. Um retrato das mulheres do norte do Brasil.

A mãe d’água ou sereia é famosa pelas histórias de pescadores, que contam sobre o poder de sedução e do canto da bela senhora das águas, que afoga os homem e os levam para o fundo dos mares e rios.

A fama da nossa bela sereia Iara deu origem a um poema escrito pelo poeta Olavo Bilac, que diz assim:

 

“Vive dentro de mim, como num rio,

Uma linda mulher, esquiva e rara,

Num borbulhar de argênteos flocos, Iara

De cabeleira de ouro e corpo frio.

Entre as ninféias a namoro e espio:

E ela, do espelho móbil da onda clara,

Com os verdes olhos úmidos me encara,

E oferece-me o seio alvo e macio.

Precipito-me, no ímpeto de esposo,

Na desesperação da glória suma,

Para a estreitar, louco de orgulho e gozo…

Mas nos meus braços a ilusão se esfuma:

E a mãe-d’água, exalando um ai piedoso,

Desfaz-se em mortas pérolas de espuma.”

 

Diz a lenda que antes de se tornar uma sereia, Iara, era uma bela índia muito trabalhadora e corajosa, porém isso despertou a inveja de seus irmão, que planejaram acabar com sua vida. Porém, quando seus irmão entraram em usa Oca para mata-la, a jovem índia guerreira os matou para se defender. Com medo da reação de seu pai, que era o pajé da tribo fugiu, mas ao ser encontrada teve como punição ser jogada no encontro das água do Rio Negro com Solimões. Os peixes trouxeram o corpo de Iara à superfície que sob o reflexo da lua cheia transformou-se em uma linda sereia com cabelos longos e olhos verdes.

E assim surgiu a mãe d’água.

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