Filtro solar, sol e guerras e o que eles têm em comum

A pele é o maior órgão do corpo humano. A pele estende-se por todo o corpo, e através dela, é possível sentir. O tato é responsável por inúmeras sensações, desde as temperaturas, o toque do vento e do sol ou por um simples arrepio.

Tão importante para nós, a pele pede alguns cuidados, que garantem uma vida saudável. Durante muito tempo, o sol foi a estrela mais cultuada da humanidade. As civilizações antigas o tinham como um deus, e também, desde sempre, o homem teve o cuidado de proteger das queimaduras causadas por ele, em algumas tentativas um tanto quanto inusitadas.

A pele está ligada a evolução e sobrevivência do homem, assim como as adaptações de sobrevivência, a pele se alterou para conviver com as especificidades da vida moderna. Até 1900, tomar sol não era algo socialmente aceito, pois era associado aos camponeses e trabalhadores braçais, o bronzeado era visto como forma de separar as classes sociais. Após a 1° Guerra, um espírito de alegria tomou as populações dos países envolvidos no conflito e, para comemorar o fim da guerra, pessoas de todas as idades começaram a ir mais à praia e aproveitar mais seu dia. O sol era democrático, protagonista da história e um símbolo de liberdade.

A moda também influenciou o hábito de tomar sol. A estilista Coco Chanel foi precursora do tom dourado da tez e é considerada inovadora dessa nova era. O frenesi causado pelo bronzeado aceito, não foi associado aos grandes problemas que o protagonista da história, o sol, poderia causar à saúde, levando inúmeras pessoas para a busca do tom perfeito de pele, chegando ao ponto de sofrerem queimaduras.

As queimaduras nunca foram agradáveis, depois da liberação do bronzeado, então, as indústrias viram um importante nicho se formando, começaram a lançar, sobretudo nos Estados Unidos e Austrália, uma geração de filtro solar em escala comercial. Não eram muito eficientes, no entanto.

Em meados dos anos 40 a guerra voltou novamente e o sol continuava a brilhar mesmo em tempos tão difíceis. Grandes descobertas científicas foram feitas nessa época e colocadas em prática. Nos campos de batalha, os soldados sofriam muito com as queimaduras causadas pela exposição ao sol nas trincheiras, surgiu ai a ideia da proteção para garantir os melhores soldados. O primeiro filtro solar eficiente foi desenvolvido em 1944 pelo farmacêutico americano Benjamim Greene, era feito com base de petróleo e possuía um cheiro de jasmim, foi batizado de Coppertone.

A liberdade pregada pela contracultura nos anos 70, a revolução causada pelo biquíni e o mundo redefinido pós guerras, levaram muitas pessoas a experimentar mais, e o sol estava novamente envolvido. Somente uma notícia causaria impacto, a descoberta dos malefícios do raios UV à saúde da pele. Novas gerações de protetores solares foram desenvolvidas para proteger a pele dos raios nocivos do sol.

Um conselho, use filtro solar. Parece bobagem, mas não é, a exposição causada pelos raios UV é associado ao envelhecimento precoce e ao câncer de pele. O uso do protetor solar deve ser um hábito recorrente em todas as pessoas e idades, usando em todos os momentos do dia. Cuidar da saúde é sua melhor atitude, não se esqueça desse conselho.

Referências:

Brasil Escola

Nivea

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