A (R)Evolução do Biquíni

6 de março de 2015
A (R)Evolução do Biquíni

Ele já é um senhor, completando no ano de 2015, 69 anos. Ele surgiu numa época em que o mundo estava com os nervos à flor da pele, e recebeu seu nome em homenagem a uma ilha em que se fazia testes nucleares. A ideia do estilista francês Louis Reard era fazer um traje bombástico e, assim, fez-se o famoso Biquíni, um revolucionário maiô de 2 partes que teve uma participação importante em libertar a mulher do excessivo moralismo da época.

Hoje é comum irmos às praias e piscinas e nos depararmos com quase todas as mulheres de biquíni, estranho é ver alguém com outros trajes, mas quando foi lançado, estranho era ver alguém de biquíni.

Quando surgiu em 14 de Junho de 1946 seus efeitos foram devastadores como a Bomba Atômica e nenhuma modelo aceitou o desafio de usá-lo, então Louis Reard contratou a dançarina de strip-tease Micheline Bernadirni para fazer um ensaio fotográfico diante do Sena. No dia seguinte, Micheline e o biquíni estavam estampados em todos os jornais, explosão concluída e o biquíni foi a invenção mais importante que surgiu depois da bomba atômica, sentenciou Diana Vreeland, editora-chefe de moda das revistas norte-americanas Harper’s Bazaar e Vogue.

Em seus primeiros momentos essa peça de roupa de banho não teve uma aceitação maciça das consumidoras, apesar de tanta propaganda gratuita e curiosidades em torno dele. Foi tão revolucionário que alguns países como Itália, Portugal, Espanha, França e Alemanha, proibiram o uso.

Hollywood contribuiu muito com a democratização do biquíni. Nos anos 50, filmes como “A Um Passo da Eternidade” com a Demora Kerr e como “E Deus Criou a Mulher” com a icônica Brigitte Bardot, mostravam as atrizes de biquíni.

No Brasil, as Vedetes causavam alvoroço quando iam à praia de biquíni, juntando centenas de pessoas em frente ao Copacabana Palace. E aqui, em terras tupiniquins também foi proibida por lei o uso dessas peças. Mesmo com a liberdade dos anos 70, ainda causou vários comentários e censura, diga-se ainda a Leila Diniz.

Os anos foram passando e atualmente o biquíni se popularizou por todas as partes. Já é considerado algo comum, com vários modelos que agradam a todos os gostos. A regra hoje é não ter regras, todos podem usá-lo! Viva a revolução e se renda ao biquíni, esse senhor revolucionário que mudou a concepção de moda e democratização.